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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

The Simple Sabbat: A Family Friendly Approach to the Eight Pagan Holidays

 I bought and read every book I could get my hands on about Witchcraft, some were great, and others were not. One thing I noticed was that most of them had the same information surrounded by a whole lot of "fluff". I finally sought out a teacher and learned more with her than I ever did out of a book. It was during that process that I realized that magic and being Pagan didn't have to be as hard as it was portrayed in some books,it really is so very simple and natural. It is about connecting with the elements, the basic building blocks of the universe. This path seemed so natural and so fluid; like I was remembering something I once did a lifetime ago. Many things were as natural as breathing, I had already been doing them for years.

SPOILER FREE

Então, quem segue o blog sabe que às vezes eu leio sobre paganismo, e esse livro em particular me chamou atenção por prometer ideias simples de comemorar as datas especiais do roda do ano, e como estava em promoção, lá fui eu.

A autora é meio doidinha, preciso dizer isso, o seu site pessoal então, é de assustar os incautos, mas o livro em si é bem bonitinho e entrega o que promete: ideias para celebrar as estações do ano. Excelente pedido para quem não tem muito tempo disponível ou quem quer sugestões de atividades que possam ser feitas em família, em especial com crianças. Bem organizado e com itens fáceis de achar na versão digital, apesar de ter lá umas questões de formatação.

Pessoalmente, o meu único problema com o livro é que eu não sigo a tradição específica dele, logo, diversas coisas me soaram um tanto estranhas e seria necessário diversas adaptações, o que é normal no meio pagão, vamos combinar. Outro ponto que não curti muito foi algumas explicações de significado das estações, o que ainda está no mesmo problema da tradição, mas é um pouco mais complicado de adaptar do que direções e seus elementos.

Outra questão pessoal foi a parte de receitas, que apesar de ser legal para quem é vegetariano ou vegano, pois ela dá sugestões de adaptações, não tem nada que dê para aproveitar para quem não come glúten, que é justamente o meu caso. Por que a mania de pão e bolo, gente? 

Em resumo, é um livro para um público bastante específico, visto que não é para iniciantes e nem para quem já possui um grupo que já dê um suporte, mas é interessante para os curiosos também, visto que desmistifica algumas coisas para quem não conhece nada sobre paganismo.

Nota 8.

Invasão: um conto urbano

Equipamento de rádio pirata e um notebook. Não era o que gostaria de ter enquanto trinta zumbis arrombavam a porta do apartamento que nem era seu. Gabriel suspirou enquanto confirmava o que impedia a entrada: a estante de metal e tudo o que encontrou pela frente. Minutos para evitar o fim onde tudo começou.

SPOILER FREE

Eu sou uma pessoa abençoada. Tenho muitos amigos que escrevem, e para quem ama ler, isso realmente é uma bênção. Ou não, depende. A relação pode ficar complicada na hora de resenhar o trabalho deles.

Tiago Cordeiro é meu amigo há tantos anos que eu prefiro não fazer a conta, e eu estava devendo ler os seus livros (esse já é o segundo, e o primeiro que eu leio, vergonha! eu disse que nem sempre é uma bênção). Mas eu leio sempre suas crônicas que recebo confortavelmente por email (sei que ele vai ler essa resenha e espero que aceite minhas desculpas) e que adoro ler toda semana.

O tema do desafio literário de novembro é literatura brasileira, a desculpa perfeita para diminuir minha dívida! O que fiz mais rápido do que eu esperava, pois o conto invasão é realmente curtinho e já estava no meu aplicativo kindle para celular (Amazon, mesmo a americana, também vende autores brasileiros, é muito amor) aguardando uma oportunidade.

Invasão é realmente curto, e acho que poderia ser mais longo e ter aproveitado melhor a ideia, pois ela é muito legal, e eu não conheço mais nada escrito sobre zumbis no Brasil, o que o torna um provável primeiro livro/conto do gênero por aqui. Não sei se passou na mão de um editor, pois acho que merecia um certo banho de loja e umas arrumações para ficar mais bonito.

E essas são as duas razões pela nota, o tamanho e a cara de não ter passado por um editor. Talvez eu seja doida, mas prefiro ser sincera nas minhas resenhas, mesmo com os amigos. Espero que ele não me mate.

Nota 7.

Spark Joy

     Life truly begins only after you have put your house in order. That's why I've devoted most of my life to the study of tidyng. I want to help as many people as possible tidy up and for all.
    This doesn't mean, however, that you should just dump anything and everything. Far from it. Only when you know how to choose those things that saprk joy can you attain your ideal lifestyle.
    If you are confident that something brings you joy, keep it, regardless of what anyone else might say. Even if it isn't perfect, no matter how mundane it might be, when you use it with care and respect, you transform it into something priceless. As you repeat this selection process, you increase your sensitivity to joy. This not only accelerates your tidying pace but also hones your decision-making capacity in all areas of your life. Taking good care of your things leads to taking good care of yourself.

SPOILER FREE

Eu mencionei por aqui há alguns anos, quando li um livro sobre minimalismo, que eu acompanho um blog sobre organização do qual eu gosto muito. Foi lá que descobri a Marie Kondo, pouco antes dela fazer sucesso aqui no Brasil. Na época li tanto sobre o trabalho dela e vi tantos vídeos, que eu tinha certeza que já tinha lido um livro dela, e tomei um susto quando descobri que não, e que, inclusive, esse é o único livro dela que eu tenho.

Surpresas à parte, estamos quase no final do ano, época em que eu gosto de fazer aquela boa arrumação no meu armário, e achei que estava precisando de uma inspiração. E que inspiração! Assim como todas as minhas amigas que já leram Marie Kondo (com exceção de uma que detestou a parte do livro sobre se desfazer de livros), amei o método da japonesa.

Marie Kondo consegue fazer de um assunto aparentemente chato, como organização de gavetas e como destralhar sua casa, uma coisa bonita. Sim, bonita. Ela tem aquele quê das religiões orientais que deixam tudo bonito, com ar de filosófico e cheio de sabedoria.

A boa notícia é que seus livros já foram traduzidos para o português (ela publicou apenas dois), e que se você ler o segundo livro é suficiente e tem a vantagem de ser ilustrado (segundo a dica de uma amiga minha, eu não li os dois para atestar com todas as letras, mas confio nisso). Graças aos deuses, o que comprei e li foi justamente o segundo, cheio de ilustrações fofíssimas e bem japonesas de como dobrar roupas no método Marie Kondo. (em português esse seria o livro de capa azul)

O engraçado é que todos amam o seu método, mas confesso que não conheço ninguém que o tenha feito até o final, o que a autora afirma veementemente que precisa ser feito numa determinada ordem (que ela explica a razão e faz sentido), até o final (difícil isso...) e apenas uma vez (não conheço ninguém que acredite piamente nisso, mas como também ninguém nunca termina, fica complicado de dizer que não funciona!). Outra coisa interessante, é que ninguém usa as suas dicas para guardar o que sobrou depois do processo de se desfazer das coisas. Só uma amiga minha testou o jeito da Kondo de dobrar roupas, e eu confesso que estou animadíssima de tentar.

Claro, ainda nem comecei o processo, mas independentemente disso, amei a leitura e indico para todos.

Nota 10.

Castle in the Air (Howl's Moving Castle #2) - O Castelo no Ar

 
     Far to the south of the land of Ingary, in the Sultanates of Rashpuht, a young carpet merchant called Abdullah lived in the city of Zanzib. As merchants go, he was not rich. His father had been disappointed in him, and when he died, he had only left Abdullah just enough money to buy and stock a modest booth in the northwest corner of the Bazaar. The rest of his father's money, and the large carpet emporium in the center of the Bazaar, had all gone to the relatives of his father's first wife.
     Abdullah had never been told why his father was disappointed in him. A prophecy mad at Abdullah's birth had something to do with it. But Abdullah had never bothered to find out more. Instead, from a very early age,  he had simply made up daydreams about it. In his daydreams, he was really the long lost prince, which meant, of course, that his father was not really his father. It was a complete castle in the air, and Abdullah knew it was. Everyone told him that he inherited his father's looks. When he looked in a mirror, he saw a decidedly handsome young man, in a thin, hawk-faced way, and knew he looked very like the portrait of his father as a young man, always allowing for the fact that his father wore a flourishing mustashe, whereas Abdullah was still scraping together the six hairs on his upper lip and hoping they would multiply soon.

SPOILER FREE

Outro dia estava tentando arrumar meus livros digitais para facilitar a vida e percebi que eu já tinha comprado, sabe-se lá quando, em algum momento aleatório esse ano, as continuações de Castelo Animado, e deu vontade e comecei a ler.

Daí percebi duas coisas, minha memória é péssima para nomes até em livros, pois confundi todos os nomes do volume anterior, apesar de ter lido o livro em março desse ano (são só 7 meses de distância, mas isso se traduz em 38 livros entre um e outro, então preciso de um desconto), e ter lido Orientalismo foi muito legal, mas agora vejo problema em tudo.

Assim como no primeiro livro dessa série (são 3 livros no total, e o terceiro já está no kindle), a autora inglesa Diana Wynne Jones consegue trazer uma história fofíssima, não tão feministamente empoderadora como o livro original, mas bastante interessante mesmo assim. Porém, ela faz uso de diversas imagens que só podem ser caracterizadas como orientalistas. Não é o orientalismo mais complicado ou que denigra a imagem do oriente, mas é orientalismo mesmo assim.

Confesso que a fofura me fez engolir diversas coisas que talvez eu não devesse, mas foi irresistível. Foi mais forte do que eu.

A história do vendedor de tapetes Abdullah, com sua princesa, o gênio da lâmpada e um tapete voador é por demais gostosa de ler para ser deixada de lado. Diana simplesmente escreve bem, e seu humor inglês é muito bom, mesmo com os problemas. Agora preciso ler o livro seguinte. Vou aproveitar dezembro, que tem tema livre no desafio literário!

Nota 9.

Once Upon A Curse: 17 Dark Faerie Tales



SPOILER FREE

Nas minhas leituras noturnas diárias eu tenho dado preferência por livros de contos ou que não me mantenham acordada a noite inteira, e como no mês passado o tema era livros que lembrassem o Halloween (essa resenha está atrasada, claro), achei que uma coletânea de contos de fada um pouco mais dark seria bastante apropriado. E a capa, a capa desse livro é linda, totalmente irresistível na hora de comprar, levando em consideração que eu gosto do tema, claro.

Infelizmente, a coletânea não foi tão interessante quanto eu esperava. Nem muito porque os contos eram ruins (apesar de que alguns realmente caíram nessa classificação, o que acontece em coletâneas, mas eram minoria), mas porque muitos tinham mais jeito de amostra grátis para alguma obra do autor do que de contos mesmo. Muito desagradável você chegar no final de um suposto conto e ter um link para comprar a continuação. E isso aconteceu algumas vezes nesse livro.

Em contraste com isso, alguns contos, uns dois em especial, eu realmente gostei, e o fato de ler lido o livro no aplicativo do celular facilitou muito, pois, como mencionei, no final dos contos sempre tinha links para as páginas dos autores, e eu confesso que aproveitei e comprei alguns livros no processo. Compradores compulsivos de livros, fiquem avisados. Leiam sem wi-fi ou em papel.

Na média, infelizmente, o seleção do livro não ficou tão boa, apesar das minhas compras, e por isso, a nota: 6.5.

The Ghostwriter


     A gentle pull of my hand. I resist, turning away, and smile when I feel the tiny fingers pushing aside my bangs, the soft weight of a body against mine.
    "Mommy." A huff of breath against my cheek. "Mommmmmy."
   "Mommy's asleep," Simon whispers. "If we don't wake her up, we can eat all the delicious chocolate chips pancakes ourselves."
    I growl, and clamp a hand over his, which is sneaking under the edge of my sleepshirt. I open my eyes and look uo into his face, those handsome features dusted by flour and a smear of chocolate. "Easy," I warn him, pulling of his wrist and dragging him onto the mattress, my movements quick as I wiggle out of the covers and atop his waist. "You know the monster is grouchy when she is awoken."
SPOILER FREE

Esse livro foi uma indicação de uma amiga, que costuma acertar nas indicações para mim, e como ele estava na promoção da Amazon e a descrição era interessante, não resisti, comprei, e quase logo em seguida, comecei a ler. Ordem de leitura para quê nessa vida? Eu precisa de algo legal para me distrair.

Foram três dias muito tensos. No último dia, quando cheguei no clímax da história, quase passei mal e confesso que fugi da vida para conseguir terminar de ler a história o mais rápido possível. Terminar o livro ajudou, mas passei o resto do dia e o dia seguinte meio fora do ar, pensando no livro.

Independente do quanto você ama ou odeia os personagens, dependendo do quanto a história em si te afeta, isso faz de um livro uma experiência inesquecível, e livros assim não tem como não serem bons.

Esse foi meu primeiro livro da Alessandra Torre (que apesar do nome é americana, esse é um mundo moderno e globalizado people), então ela começou muito bem no meu conceito. Porém, a maior parte das suas obras não é bem desse gênero, mistério e suspense, e sim literatura erótica. O que me lembra muito os seus personagens nesse livro, visto que os personagens principais são escritores, e um deles de literatura erótica. Talvez ela queira dizer algo com isso... ou não, vai entender.

Razão do suspense e do mistério à parte, que eu prefiro não aprofundar muito senão estraga a experiência para quem vai ler, gostei muito das descrições dos personagens escritores. Levando em consideração o que tenho conversado ultimamente sobre o ato de escrever, prazos, formatos de produtividade para autores e assuntos correlatos com uma das minhas amigas que, adivinha, é escritora, achei a descrição do trabalho dos autores-personagens sensacional. E apesar de não serem personagens feitos para serem amados pelos leitores, eles são definitivamente interessantes.

Já o carro chefe do livro, a questão do suspense e do mistério da história, o bacana não é descobrir o que aconteceu, mas o porquê. E esse porquê foi que mexeu tanto comigo (e com mais dois terços das minhas amigas que já leram o livro, fizemos até um encontro para discutir o assunto, o último terço não achou realista - pelo o que entendi, ela deve ler essa resenha - o que eu discordo).

Então, super recomendo o livro, mas fique avisado que não é para os de estômago fraco.

Nota 10.

domingo, 22 de outubro de 2017

The Witches of New York

     In the dusky haze of evening a ruddy-cheeked newsboy strode along Fifth Avenue proclaiming the future: "The great Egyptian obelisk is about to land on our shores! The Brooklyn Bridge set to become the Eighth Wonder of the World! Broadway soon to glow with electric light!" In his wake, a crippled man shuffled, spouting prophecies of his own: "God's judgement is upon us! The end of the world is nigh!"
     New York had become a city of astonishments. Wonders and marvels came so frequent and fast, a day without spectacle was cause for concern.
    Men involved themselves with the business of making miracles. Men in starched collars and suits, men in wool caps and dirty boots. From courtrooms to boardrooms to the newsrooms of Park Row; from dockyards to scaffolds to Mr. Roebling's Great Bridge - every man to a one had a head full os schemes: to erect a monument to genius, to become a wizard of invention, to discover the unknown. They set their sights on greatness while setting their watches to the noontime drop of the Western Union Time Ball. Their dreams no longer came to them via stardust and angel's wings, but by tug, train, and telegraph. Sleep lost all meaning now that Time was in man's grasp.

SPOILER FREE

Para o tema de outubro, que obviamente é o Halloween, nada como ler uma história sobre bruxas! E que surpresa maravilhosa foi descobrir a autora americana Amy McKay.

"As bruxas de Nova Iorque" (numa tradução livre minha, o livro ainda não foi lançado em português) é uma graça de livro sobre 3 bruxas de origens muito diferentes, mas que acabam por se encontrar na Nova Iorque do final do século XIX. E eu digo uma graça porque as bruxas são mesmo o máximo e, de um jeito peculiar, muito fofas. Inclusive, passei a gostar mais de corvos por conta do "bichinho de estimação" de uma delas.

Claro que por se tratar de uma história envolvendo mulheres poderosas no final do século XIX, o livro precisa tratar de alguns assuntos espinhosos, como a forma como mulheres eram vistas, com o encarceramento de mulheres em clínicas psiquiátricas pelos motivos mais fúteis, perseguições religiosas e o movimento sufragista. Então, apesar de ser fantasia, o livro tem um pé bastante firme na história, o que torna a leitura muito mais interessante (e um tanto quanto pesada).

A autora faz um retrato bastante fiel da época, e a única magia que realmente aparece com força é o contato com os espíritos, o que torna o livro bastante realista dependendo do que você acredita. Além disso, o livro tem muita representatividade, com personagens homossexuais, de etnias menos comuns, como ciganos e egípcios, o que dá direito a pontos extras.

Outro detalhe que eu adorei é que os capítulos são marcados por datas, que são divididas por fases da lua, e eles sempre abrem com passagens de outros livros, com trechos de jornal (mesmo que fictícios) que relatam acontecimentos em paralelo à história mas que marcam o que está ocorrendo na cidade e também trechos do Grimoire de uma das bruxas. E cada capítulo tem subcapítulos, que são narrados em diferentes vozes, alternando entre os diversos personagens da história, o que não se limita apenas as 3 bruxas principais.

É um livro muito bem escrito, gostoso de ler e que quando você percebe já acabou e apesar da história não terminar exatamente com um gancho, deixa gostinho de quero mais. Espero que a autora escreva mais sobre essas personagens e sobre esse mundo mágico que ela criou. Preciso de mais livros assim para ler.

Nota 10.