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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

The Sandman Vol.3 - Dream Country



SPOILER FREE

Nesse terceiro volume da série de Sandman encontramos algo diferente: histórias independentes. Algo que lembra os livros de contos do Neil Gaiman, mas, claro, tudo relacionado ao personagem Sandman. Ou ao próprio Neil Gaiman, se você olhar bem...

Nesse livro temos juntos quatro contos: Calliope, Dream of a thousand Cats, a Midsummer Night's Dream e Façade, além do script "original" de Calliope, que é uma curiosidade para os fanáticos.

Todos os contos são muito bons, mas eu pessoalmente gostei mais de Calíope, onde temos a presença da musa grega de mesmo nome, e trata de inspiração de artistas. Confesso que minha paixão por gatos tem algo a ver com o meu apreço por "Dream of a Thousand Cats", apesar do conto ser sensacional por diversos motivos além de gatos.

O terceiro conto, "a Midsummer Night's Dream", chegou a ganhar um prêmio em 1991 como melhor "short story" de fantasia, que é um prêmio que nem é voltado para quadrinhos (o fato é devidamente mencionado na introdução dessa edição), mas entre os contos presentes aqui, preciso dizer que não é o meu favorito. Apesar da dupla presença ilustre de Shakespeare.

Por fim, o último conto é bastante interessante justamente por não ter a presença do Sandman, e sim da sua irmã Morte. Estou amando essa personagem. Além disso, Gaiman novamente mostra traços da mitologia que viria a ser usada em American Gods. Como não gostar?

De toda forma, esse volume mostra uma flexibilidade muito legal dentro do que foi produzido para Sandman, e uma confiança depositada no autor ao se permitir que ele fizesse isso, com histórias não seriadas, independentes, mas contidas dentro do universo desse quadrinho.

Resumindo: mais um volume sensacional.

Nota 9,5.

domingo, 7 de janeiro de 2018

The Sandman, Vol. 02: The Doll's House



SPOILER FREE

Finalmente histórias com jeito do Neil Gaiman! Depois do primeiro volume de Sandman, que achei bem morno, o autor resolveu abrir suas asas.



The Doll's House já abre bem, com a primeira aparição da Morte, que achei maravilhosa. E depois entra na história principal, que dá o nome desse volume e que é dividida em muitas partes (seis se não me engano). E eu preciso dizer que gostei dessa história principal, ela tem cara de Gaiman, com o seu jeito sombrio e fantástico. Nela você vai encontrar mitologia, violência, mistério, fantasia e sexo. E nela você já vê de forma mais clara o mundo que o autor vai apresentar posteriormente em Deuses Americanos.



A questão me parece ser que finalmente Gaiman se sentiu a vontade com Sandman. Então, ele deixou fluir suas ideias bizarras e, assim, sua genialidade e suas melhores características como autor até que enfim aparecem. Agora começo a entender e concordar com o fã-clube dessa série. Vamos ver se isso se mantém até o final. Sandman é bem grande.

Nota 9,5.


Reunião de poesia - Adélia Prado



PARÂMETRO

Deus é mais belo que eu.
E não é jovem.
Isto, sim, é consolo.

SPOILER FREE

Primeiro livro de poesia do ano! E já comecei me sentindo menos culpada por ser uma autora brasileira também. Adélia Prado é do interior de Minas Gerais e teve como padrinho literário Carlos Drummond de Andrade, o que é algo que pesa no seu currículo.

Comecei a conhecer a autora justamente com essa seleção de 150 poemas, recolhidos de diversas obras ao longo da carreira da poetisa. E posso dizer que fiquei cativada. Não só Drummond tinha razão com relação ao talento de Adélia, mas ela tem aquele quê do interior de Minas que é extremamente brasileiro, e ver isso em poesia é realmente sensacional.

Adélia faz poesia das coisas simples do dia a dia, da cozinha, da família e da fé. Poesia com jeito de cidade pequena do interior de Minas. Excelente pedida para quem curte.E sua poesia tem sempre voz feminina, o que é muito interessante, pois acaba por tratar também de questões da mulher. De um jeito interiorano, claro.

Às vezes as poesias relacionadas à fé e o jeitão de interior não me agradaram, ou me cansaram, mas eu também me sinto assim quando viajo no interior, eu acho tudo muito lindo e muito legal até um certo limite, depois canso. É uma questão puramente pessoal. Não é à toa que moro em cidade grande.

Pretendo ler mais da poetisa brasileira no futuro.

Nota 8.


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

The Sandman, Vol. 01: Preludes & Nocturnes



SPOILER FREE

Como janeiro é mês de tema livre, resolvi abrir o ano finalmente lendo Sandman. Ano passado (como se fosse há muito tempo) consegui para Kindle uma coleção completa de Sandman por um preço razoável (porque Graphic Novels nunca entram em promoção boa?), e sendo Graphic Novels uma das coisas que é melhor de ler no celular do que no kindle, e levando em consideração que pretendo viajar esse mês (FÉRIAS), era o momento perfeito para começar a coleção.

Preludes e Nocturnes é o primeiro volume dessa coleção, e contém umas 4 ou 5 histórias (não contei e não fica muito claro alguns inícios e finais). É o volume de introdução do personagem Sandman, que, convenhamos, foi feito descaradamente para ser igual ao Neil Gaiman:






A primeira história, que introduz o personagem e tem o primeiro conflito que dá o tom de todo o primeiro volume da coleção, é extremamente interessante, e eu gosto do seu jeito mitológico e toda a questão de se iniciar uma busca. A minha questão, na verdade, foi que não curti muito as histórias da busca em si, que completam Preludes & Nocturnes. Elas tem pontos interessantes, sim, mas não me empolgaram.



Curti especialmente a história que se passa no Inferno e a introdução do personagem Lucifer, que depois ganhou uma Graphic Novel própria - que eu já comprei também - e uma série de TV, que eu aprecio. Mas ela não é assim, genial.

A história que junta Sandman e Constantine eu achei especialmente chatinha.


Mas preciso dizer que a última parte da busca foi bastante interessante, com aparições especiais de personagens da DC, que não tem exatamente um papel importante, e eu gostei particularmente disso ser assim. Mas o conjunto da obra, nesse primeiro volume é simplesmente mediano.

Conhecendo trabalhos posteriores do Neil Gaiman, Sandman, pelo menos esse primeiro livro, está bem longe do seu padrão de alta qualidade. Para uma introdução é interessante, mas não é nada arrebatador, e sim, tem os seus problemas. Pode ter sido uma questão de expectativa, não só sendo Gaiman, mas também por conta de todo o seu vasto fã-clube. De qualquer forma, pra mim, deixou a desejar.


Nota 8.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Before they were belly dancers


      In 1896, my paternal great-grandmother and her only child, my grandmother, set out from Peoria, Illinois, on their Grand Tour of Europe, an extended vacation that eventually included a Cook's Cruise of Egypt's Nile. At the dock at Asyût, under a bright February sun, my great-grandmother wrote on her diary:
     Boats were drawn up along the shore; camels with huge loads went by and altogether it was a strangeand lively scene. Today just before the steamer started it was still more so. Many freight dahabehs [boats] were unloaded onto the camels and men with pig- and goat-skin water bagswere filling them from the river. A great gaunt, pink-legged ostrich strode by. A dancing girl with her face tattoed danced on the sand to the music of a coconut fiddle.

SPOILER FREE

Esse é um livro que fiquei muito feliz quando descobri que existia, dada a escassez de material acadêmico sobre a história da dança do ventre produzido por amantes da dança. Em consequência, fiquei meses namorando ele antes de comprar, até que não resisti. Acho inclusive que não o comprei em promoção, o que é algo muito raro.

E não me arrependi, pois o trabalho da Kathllen é excelente. Através de uma extensa pesquisa em textos de viajantes que visitaram o Egito entre 1770 e 1870, se não me engano, ela faz um levantamento bastante completo do que foi escrito sobre o mundo da dança no país, organizando a informação em diversos temas, de forma a melhor organizar os dados disponíveis.

Como boa pesquisadora, a autora ainda leva em consideração a questão do preconceito dos viajantes, em sua maioria ingleses e franceses, em seus relatos para tentar extrair o máximo de dados não corrompidos por uma visão eurocêntrica ou desmerecedora da cultura egípcia, especialmente no quesito de perceber a dança como excessivamente sexualizada ou animalesca.

Dessa forma, ela consegue apontar diversos fatos interessantes nos escritos de viagens, tais como a história das roupas utilizadas pelas bailarinas, a questão dos tipos de bailarinas que existiam na época, inclusive bailarinos homens que se apresentavam em tudo quanto é tipo de espaço. Ela consegue apontar alguns estilos de dança que já não existem mais, alguns acessórios que eram comuns, e até um pouco da biografia de algumas bailarinas e um bailarino da época.

De quebra ela ainda trata de alguns mitos comuns na comunidade da dança do ventre, apontando o que deles pode ser considerado apenas rumor e o que é de fato invenção. Levando em consideração a fonte de pesquisa, ela toma bastante cuidado ao não afirmar como verdade absoluta o que é contado pelos viajantes, o que é um ponto positivo. A única questão que eu acho que ela não trata muito bem é a questão dos europeus entenderem os bailarinos homens como travestis, pois pessoalmente eu tenho minhas dúvidas do quanto dessas afirmações são válidas e o quanto é julgamento europeu em cima de homens que dançavam "de saia ou vestido", usando maquiagem e mexendo o quadril.

A excelente qualidade do trabalho a parte, é preciso dizer que o livro é extremamente acadêmico, o que torna a leitura um tanto pesada e maçante em alguns pontos. Não que todos os textos acadêmicos sejam assim, mas não é o foco da autora fazer um texto leve ou agradável.

Fiquei tão feliz com essa leitura que já comprei mais um livro desse tipo, dessa vez do Anthony Shay (que eu já e gosto do trabalho) para ler no próximo ano.

Nota 9,5.

Retrospectiva 2017

Estamos no apagar das luzes do ano, então estou tentando fechar um post de retrospectiva do ano a tempo, levando em consideração que tem livros terminando ainda esse ano no momento que estou escrevendo, o objetivo ainda não está cumprido! Mas os deuses da literatura são poderosos e hão de me ajudar!

Vamos a algumas estatísticas interessantes:

Total de Livros Lidos: 78
Total de páginas lidas: 20.675
Livro mais curto: Invasão: um conto urbano - 5 páginas
Livro mais longo: The Prize - 929 páginas
Média de página por livro: 265 páginas
Total de livros de poesia: 22
Livros brasileiros: 3
Livros de não-ficção: 20
Livros de contos: 4
Livros de vencedores do Nobel: 6
Livros escritos por mulheres: 45

Retrospectiva:

O ano de 2017 começou extremamente auspicioso, primeiro comecei o ano meio doente (o que não é auspicioso, mas releva), então eu precisava de livros que me fizessem me sentir bem, logo, abri o ano só com gente boa: William Blake - The Marriage of Heaven and Hell, Valter Hugo Mãe - Homens imprudentemente poéticos e Ondjaki - E se amanhã o medo. Apostei em alguns nomes desconhecidos para mim, como Randa Ghazi - Sonhando a palestina, que me emocionou muitíssimo e Muriel Barbery - A elegância do ouriço, que já entrou na minha wish-list para eu ler outras obras da autora francesa. Ainda em janeiro, li a fabulosa Amélie Nothomb - Le sabotage amoureaux, Ismail Kadaré - Uma questão de Loucura e Nikki Giovanni - Bicycles. E consegui finalizar alguns livros iniciados no final de 2016, como Um amor feliz - Wislawa Szymborska, Cem Poemas - Kabir e Poemas - Adonis, sendo que esse último eu comecei a ler quase na virada para 2017.

Janeiro foi um mês extremamente produtivo, com todo o tempo que passei em casa de licença médica e de férias. E eu digo isso porque ainda terminei nesse mês mais livros bacanas: Weird Things Customers Say in Bookshops (volumes 1 e 2) - Jen Campbell e Fountain and Tomb - Naguib Mahfouz.

Difícil de manter a qualidade depois de tantos livros, então primeiro dei uns azares, com Natural Year - Jane Alexander, que deixou um tanto a desejar, Ariel - Sylvia Plath, que detestei, e os medianos Dreamcartcher - Stephen King e Batman: O cavaleiro das trevas - Frank Miller. Entremeado a eles, para manter a força, consegui coisas boas como: Poemas - Wislawa Szymborska (virei fã de carteirinha, quero ler pra sempre), The Ilustrious Jade Egg - Saida Desilets (muito informativo, me animou a ler outro livro da autora, que espero continuar a ler no ano que vem), Há Prendisajens com o Xão - Ondjaki e A viagem iniciática - Christian Jacq.

A partir desse ponto a coisa virou meio montanha russa, primeiro com o péssimo O diabo veste Prada - Lauren Weisberg, o que me surpreendeu, pois gosto muito do filme, seguido do fofíssimo Howl's Moving Castle - Diana Wynne Jones, que eu curti tanto que ainda li esse ano suas duas continuações (vamos chegar lá), do muito bacana e leve Show your work! - Austin Kleon, e novamente outro ruinzinho, Petrobras: uma história de orgulho e vergonha - Roberta Paduan.

Esse momento montanha russa atingiu até as leituras de poesia, pois consegui ler Neruda - Teus pés toco na sombra e outros poemas inéditos e Jacques Prévert - Paroles, dois gigantes da poesia, junto com 2 livros meio méh, o Poemas da Antologia Palatina - José Paulo Paes, que não me animou, e o péssimo-nunca-mais-leio-nada-da-autora A teus pés - Cristina Cesar.

Aí entrei numa fase de literatura italiana, pois uma amiga emprestou o seu kindle para eu ler os livros da Elena Ferrante. O que me deixou meio abismada, primeiro porque me emprestaram um kindle, o que achei sensacional, eu não tenho maturidade pra isso, segundo porque Elena Ferrante é maravilhosa e amei tudo: A amiga genial, História do novo sobrenome, História de quem foge e de quem fica e, por fim, The Story of the Lost Child. Sim, o último livro eu li em inglês, minha amiga justificou o caso com "em inglês lançou primeiro", e eu não ia reclamar.

Claro que simultaneamente eu li outras coisas que foram bem interessantes, como: The tiny book of tiny stories 2 - Joseph Gordon-Levitt (só a organização!), Hemingway didn't say that - Garson O'Toole, que fez um estudo muito interessante sobre citações de internet, Fortunately the milk - Neil Gaiman (não tem como errar, tudo dele é interessante de ler), A maze me: poems for girls - Naomi Shihab Nye, que não foi lá essas coisas mas deu para aproveitar, Feminist Fight Club - Jessica Bennett, título bem autoexplicativo e leitura sensacional.

Confesso que foi uma fase um tanto de livros visuais, depois do primeiro volume de Tiny Stories e do livro do Neil Gaiman ainda li outros, como Lost in translation - Ella Frances Sanders, Adulthood is a myth - Sarah Andersen, o terceiro volume de The tiny book of tiny stories e Milk and honey - Rupi Kaur.

E dessa forma fui me preparando para o meu primeiro grande desafio do ano, lendo mais um livro do Neil Gaiman - Trigger Warning, dessa vez de contos, a ficção científica sensacional Sleeping giants - Sylvain Neuvel (que foi objeto de uma confusão de gênero da minha parte) e o livro fast-food-que-faz-mal-pra-saúde Beautiful Mistake - Vi Keeland. Então consegui estar pronta para encarar as quase mil páginas de The Prize - Daniel Yergin, ganhador do Pulitzer e quase bíblia de quem estuda história e geopolítica do petróleo.

Depois disso, fiquei um tempo desintoxicando, então li um monte de coisas leves, como A hidden witch - Debora Geary (rainha dos livros onde tudo é cor de rosa e céu de brigadeiro), os dois últimos volumes da série Trono de Vidro, Empire of Storms e Tower of Dawn, o leve 13 dates - Matt Dunn, e pra dizer que nem tudo foi suave, li a autobiografia maravilhosa do bailarino Kenny Pearl, The Dance Gods, e da americana de origem chinesa Amy Chua, Battle Hymn of the Tiger Mother, terminei os livros de poesia do Rûmi, Poemas de Rûmi, T.S.Eliot, Collected Poems 1909-1962, e Mia Couto, Poemas Escolhidos.

Paralelamente a isso, li o monstro Tails of Wonder and Imagination, um livro de contos que tem a proeza de ter 500 páginas. Mas gatos. Não tem como reclamar de gatos.


Então me senti bem o suficiente para o segundo desafio do ano: Orientalismo de Edward Said. Que, obviamente, foi seguido de uma segunda desintoxicação, com os surpreendentes Witches of New York - Ami McKay e The ghostwriter - Alessandra Torre. Como eu estava no ritmo dos contos ainda li o Once upon a curse, que não chegou aos pés dos gatos, claro.

Daí investi em algumas leituras garantidas, como a continuação de Castelo Animado, Castle in the air - Diana Wynne Jones e Spark Joy - Marie Kondo. Então tomei coragem e arrisquei com Invasão: um conto urbano, de um amigo meu, The Simple Sabbat - M. Flora Peterson, que não me deixou tão satisfeita e a surpresa A house in Fez - Suzanna Clarke, que me surpreendeu por não ser da Suzana Clarke e mesmo assim ser bom. Sim, isso mesmo, só leia com atenção.

Daí o ano já foi acabando e eu corri para terminar mais alguns livros de poesia, Poemas do Brasil - Elizabeth Bishop, O gueto/O eco da minha mãe - Tamara Kamenszain, Instante - Wislawa Szymborska (meu terceiro livro dela desse ano, puro amor) e Um útero é do tamanho de um punho. Consegui terminar antes do que eu esperava o livro quase sobre estatística Everybody lies - Seth Stephens-Davidowitz e por isso consegui ainda encaixar nos últimos dias do ano House of many ways - Diana Wynne Jones, o último da série do Castelo Animado, uma Agatha Christie - The murder at the vicarage, o interessante Dusk or Dark or Dawn or Day - Seanan McGuire, mais uma autobiografia, dessa vez da princesa Leia, The Princess Diarist - Carrie Fisher, o cheio de raiva Superman is an arab - Joumanna Haddad e, por fim, o super acadêmico Before they were belly dancers - Kathleen W. Fraser.

No mais, esse ano eu segui meio mais ou menos o Desafio Literário Corujesco, pois consegui fazer todos os temas do ano, porém, não consegui fazer nos meses previstos, o que não me deixa tão triste porque não li menos livros por causa disso.

Agora, a pedidos de amigos, os melhores do ano! Não vai ter top 5 ou listinha, não consigo, tem muito livro bom pra isso, mas dá para fazer umas concessões!

Melhores autores de poesia do ano: Wislawa Szymborska, Ondjaki, William Blake, Kabir e Mia Couto
Melhor livro de contos do ano: empate entre Fountain and Tomb, Trigger Warning e Tails of wonder and imagination
Melhor autobiografia: The dance gods - Kenny Pearl
Melhor não ficção: Spark Joy - Marie Kondo e Before they were belly dancers - Kathleen W. Fraser
Melhor HQ: Adulthood is a myth
Melhores livros romance: toda a série Napolitana da Elena Ferrante, Homens imprudentemente poéticos do Valter Hugo Mãe, A elegância do ouriço da Muriel Barbery, a trilogia de Castelo Animado da Dianna Wynne Jones, Sleeping Giants do Sylvain Neuvel e Le Sabotage amoureaux da Amélie Nothomb, com menção honrosa para The Whitches of New York de Ami McKay e The Ghostwriter da Alessandra Torre.

Que 2018 seja ainda melhor!

Desafio Literário 2018

E já no finalzinho do ano, é preciso parar pra planejar, pelo menos um pouco, as leituras de 2018. Novamente pretendo seguir o Desafio Literário do blog Coruja em Teto de Zinco Quente, porque eu gosto dos temas que a Luciana escolhe, e é sempre bom tentar sair da zona de conforto e ler algo diferente.

Então vamos ao que interessa!

Janeiro - tema livre
Ainda bem, devo passar umas 3 semanas viajando e não tenho a menor perspectiva de ler muito, ou nada, nesse mês.

Fevereiro - Uma Aventura no Mar
Para fevereiro vale tanto ler um livro de não-ficção sobre o período das Grandes Navegações, talvez uma biografia de Colombo; como uma aventura clássica estilo Moby Dick. Os horrores lovecraftianos estão muito ligados aos abismos marinhos sobre os quais ainda pouco sabemos e é sempre possível retornar a Verne e seu capitão Nemo. O gênero é o que menos importa, desde que estejamos singrando pelos sete mares!

Menor ideia! Até tenho Moby Dick pra ler, mas não sei se vou encarar esse tijolo esse ano. Vou precisar pensar durante o Carnaval.

Março - Um Livro, uma Estação
Um livro com uma estação do ano no título e/ou no enredo.

O que mais tem é romance com alguma estação do ano no título. Farei uni-duni-tê.

Abril - Uma História Oriental
Fica a critério do leitor o que quer entender como oriente: uma localização geográfica, cultural ou econômica, fato é que devemos de vez em quando fugir ao eixo Europa-EUA de nossas leituras.

Literatura árabe!!! Oba! O que lerei primeiro? É provável que seja um Naguib Mahfouz... como amo esse autor!

Maio - Uma História sobre Livros
Tema bastante autoexplicativo. Quer coisa melhor que um livro que fale sobre livros?

A minha sorte nesse sentido é que andei comprando alguns livros sobre esse tema, porque eu também gosto dele. Ótima desculpa para furar fila.

Junho - Uma História de Família
Pode ser uma história que abarque gerações de uma mesma família ou um drama familiar mais conciso. Pode ser tipo aquela macarronada de domingo em que todo mundo se reúne e todo mundo se mete na vida de todo mundo ou aqueles enredos de pais e filhos que não conseguem conviver. O importante é ter família, em conflito ou em harmonia, cheia de segredos e esqueletos no armário ou que lava a roupa suja em público, o gosto é do leitor.

Menor ideia... tem tanta opção. Até livro de não-ficção pode se enquadrar nesse tema...

Julho - Uma História Pós-Apocalíptica
Um livro que tenha um cenário apocalíptico ou pós-apocalíptico, onde a sociedade como conhecemos tenha sido destruída. Podem ter explodido a terra ou tornado ela inabitável; pode ser que estejamos morando nos subterrâneos ou num trem a toda velocidade... mas o conflito e as mudanças causadas pelo ‘fim do mundo’ como o conhecemos têm de aparecer por aqui.

Houston, temos um problema. Eis uma temática que não é exatamente o meu forte. Vou precisar procurar bem nos meus livros pra ver se tem algum que se encaixa aqui. E eu já li Jogos Vorazes :-/

Agosto - Uma História em Tempos de Guerra
Uma história que aconteça no nosso mundo ou mesmo num lugar e época ficcionais: histórias que se passam em tempos de guerra são um bom exercício para entendermos empatia, coragem e desespero, para vermos o que há de melhor e pior no ser humano. São histórias necessárias, sem dúvida alguma.

Outro tema que não é o meu forte, mas acho que tenho mais livros nessa linha, nem que sejam sobre a Palestina. Tenho certeza de que contam.

Setembro - Uma História narrada em Primeira Pessoa
E é isso. :-) Precisa de mais?

Vixi... normalmente eu não sei se um livro é narrado assim antes de começar a ler. Vai precisar de uma pesquisa também. Ou então uma autobiografia!!!! Ainda tenho várias para ler.

Outubro - Uma História que te Provoque Risos

Também não precisa explicar muito, não é mesmo? A essa altura, já estamos chegando no fim do ano e um pouco de risada para ajudar com o estresse é simplesmente necessário.


São tantas opções... vou ler o que der vontade na época. Espero que até lá eu tenha conseguido um livro que estou namorando na Amazon *.*

Novembro - Uma história com Teoria da Conspiração
Histórias de organizações secretas que tramam e acobertam uma situação ou evento da humanidade. Adoro uma boa teoria da conspiração, não importa se ridícula ou completamente crível. A imaginação é o limite!

Hum... eu tenho alguns livros interessantes de não-ficção sobre isso... sobre a CIA o 11 de setembro... espero que contem!

Dezembro - tema livre!

Ainda bem, no final do ano o lance é ler o que dá.